{"id":586,"date":"2017-02-08T11:58:23","date_gmt":"2017-02-08T15:58:23","guid":{"rendered":"https:\/\/infi.ufms.br\/?p=586"},"modified":"2022-04-01T14:44:27","modified_gmt":"2022-04-01T18:44:27","slug":"projeto-dissemina-prevencao-aos-raios-em-campo-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/projeto-dissemina-prevencao-aos-raios-em-campo-grande\/","title":{"rendered":"Projeto dissemina preven\u00e7\u00e3o aos raios em Campo Grande"},"content":{"rendered":"<p>As constantes descargas el\u00e9tricas que encobrem Campo Grande, em especial nos dias de ver\u00e3o, sinalizam riscos que podem ser evitados com preven\u00e7\u00e3o a partir de avisos pr\u00e9vios do que h\u00e1 por vir do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Com a instala\u00e7\u00e3o de sensores de campo el\u00e9trico capazes de registrar a atividade el\u00e9trica das nuvens de tempestade em escolas estaduais, o projeto de extens\u00e3o \u201cAlerta-Raios na Escola: forma\u00e7\u00e3o de monitores mirins, divulga\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de desastres causados por quedas de raios\u201d, do Instituto de F\u00edsica, dissemina conhecimento e seguran\u00e7a para a popula\u00e7\u00e3o em Campo Grande.<\/p>\n<p>A inicia\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do projeto ocorreu em maio de 2016 na Escola Estadual Am\u00e9lio de Carvalho Ba\u00eds, onde est\u00e1 instalado um dos cinco sensores desenvolvidos no Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (LCA) da UFMS que promovem a comunica\u00e7\u00e3o de alerta de iminente descarga el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Neste primeiro semestre, mais um sensor deve ser instalado na Escola Estadual Lino Vilach\u00e1, no bairro Nova Lima, com a coordena\u00e7\u00e3o dos professores do Instituto de F\u00edsica Moacir Lacerda e Clovis Lasta Fritzen, a participa\u00e7\u00e3o de acad\u00eamicos das \u00e1reas de F\u00edsica, Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o, Engenharia Ambiental e Computa\u00e7\u00e3o e a escala\u00e7\u00e3o de alunos do Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-590 alignleft\" src=\"https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/moacir-lacerda-alerta-raios-infi-ufms-300x200.jpg\" alt=\"moacir-lacerda-alerta-raios-infi-ufms\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/moacir-lacerda-alerta-raios-infi-ufms-300x200.jpg 300w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/moacir-lacerda-alerta-raios-infi-ufms-768x512.jpg 768w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/moacir-lacerda-alerta-raios-infi-ufms-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/moacir-lacerda-alerta-raios-infi-ufms-480x320.jpg 480w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/moacir-lacerda-alerta-raios-infi-ufms-350x233.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>\u201cA pesquisa de raio n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para ficar contando descarga, saber qual local tem mais registros. Se fic\u00e1ssemos somente nisso n\u00e3o acrescentar\u00edamos nada para a popula\u00e7\u00e3o. Temos de ter condi\u00e7\u00f5es de dar o alerta, avisando que ir\u00e1 cair raio dentro de 10 a 15 minutos, sendo muito importante saber quando vai cair o primeiro\u201d, explica o professor Moacir Lacerda, coordenador do projeto.<\/p>\n<p>Esses alertas, enfatiza o professor, podem salvar vidas de pessoas que se encontram em locais mais prop\u00edcios a receber as descargas, assim como podem reduzir danos com queima de eletrodom\u00e9sticos e eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Conhecimento<\/p>\n<p>Al\u00e9m de acrescentar informa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a \u00e0s pessoas, o projeto une extens\u00e3o, pesquisa e ensino. Na escola, os alunos do Ensino M\u00e9dio participam de minicursos com aulas e v\u00eddeos que tratam de assuntos relacionados \u00e0 tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cNa primeira aula, os alunos aprenderam sobre eletricidade, para entenderem o que \u00e9 carga el\u00e9trica, campo el\u00e9trico. Depois fomos abordando sobre nuvem, o que \u00e9 raio, como se forma, como se prevenir, entre outras quest\u00f5es e curiosidades, como os mitos\u201d, explica a acad\u00eamica de F\u00edsica Keissy Carla, que coordena os demais acad\u00eamicos do projeto.<\/p>\n<p>Participaram do primeiro grupo alunos dos 1\u00ba e 2\u00ba anos do Ensino M\u00e9dio da Escola Estadual Am\u00e9lio de Carvalho Ba\u00eds, em duas turmas de 15 alunos cada, com uma aula semanal.<\/p>\n<p>Na unidade escolar foi instalado, pr\u00f3ximo \u00e0 entrada, o sensor de campo el\u00e9trico produzido pelo Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (LAC) da UFMS que detecta o campo magn\u00e9tico, indicando a proximidade de chuva, nuvens de tempestade e possibilidade de queda de raio.<\/p>\n<p>\u201cA ideia era mostrar o site do LAC para os alunos e ensin\u00e1-los a entender o gr\u00e1fico. O sensor trabalha em raio de 10 km e envia as informa\u00e7\u00f5es diretamente para o site do LAC\u201d, diz a acad\u00eamica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-589 alignright\" src=\"https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/escola-alerta-raios-infi-ufms-300x169.jpg\" alt=\"escola-alerta-raios-infi-ufms\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/escola-alerta-raios-infi-ufms-300x169.jpg 300w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/escola-alerta-raios-infi-ufms-768x432.jpg 768w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/escola-alerta-raios-infi-ufms-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/escola-alerta-raios-infi-ufms-568x320.jpg 568w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/escola-alerta-raios-infi-ufms.jpg 1032w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Os estudantes participantes escolheram fazer a disciplina de meteorologia no contra turno escolar. \u201cEles demonstram muita dedica\u00e7\u00e3o. Na aula de nuvens, por exemplo, ficaram muito interessados, pois \u00e9 muito legal olhar e saber identific\u00e1-las, saber o nome, tipo, porque elas n\u00e3o s\u00e3o iguais, possuem fun\u00e7\u00e3o e especificidades diferentes. Eles nunca mais ir\u00e3o olhar para o c\u00e9u da mesma forma\u201d, diz Keissy Carla.<\/p>\n<p>O projeto tamb\u00e9m tem como objetivo formar observadores meteorol\u00f3gico mirins, aumentando dessa forma o n\u00famero de pessoas atingidas com a dissemina\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de avisos de descargas el\u00e9tricas.<\/p>\n<p>\u201cAlguns estudantes diziam que faziam coisas que achavam interessantes, mas que deixaram de ter certas atitudes porque agora sabem que \u00e9 perigoso\u201d, exp\u00f5e o professor.<\/p>\n<p>Leiteira<\/p>\n<p>Os sensores desenvolvidos no LCA s\u00e3o de baixo custo por terem sido desenvolvidos com materiais mais baratos, como a leiteira que cobre o equipamento e discos r\u00edgidos, podendo ser comercializado com um pre\u00e7o 70% inferior a similares dispon\u00edveis no mercado.<\/p>\n<p>Segundo o professor Moacir Lacerda, j\u00e1 h\u00e1 empresas interessadas na produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o do<img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-588 alignleft\" src=\"https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/detector-campo-el\u00e9trico-alerta-raios-infi-ufms-300x225.jpg\" alt=\"detector-campo-el\u00e9trico-alerta-raios-infi-ufms\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/detector-campo-el\u00e9trico-alerta-raios-infi-ufms-300x225.jpg 300w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/detector-campo-el\u00e9trico-alerta-raios-infi-ufms-768x576.jpg 768w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/detector-campo-el\u00e9trico-alerta-raios-infi-ufms-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/infi.ufms.br\/files\/2017\/02\/detector-campo-el\u00e9trico-alerta-raios-infi-ufms-427x320.jpg 427w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> produto.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es geradas pelo sensor s\u00e3o transmitidas via r\u00e1dio ou cabo ao computador que, por meio de um programa, armazena e processa os dados, ent\u00e3o dispon\u00edveis para consulta no site do LCA (<a href=\"http:\/\/lca.ufms.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lca.ufms.br<\/a>).<\/p>\n<p>Esse projeto atinge tamb\u00e9m a parte de pesquisa, porque o banco de dados \u00e9 alimentado com os dados provenientes dos sensores j\u00e1 instalados, e que dever\u00e3o chegar ao n\u00famero de dez at\u00e9 o final deste ano, enriquecendo estudos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA estrat\u00e9gia de utiliza\u00e7\u00e3o desse sensor \u00e9 inovadora, porque historicamente se utilizava s\u00f3 o valor do campo el\u00e9trico, que quando muito intenso, d\u00e1 o alerta. Mas o rendimento m\u00e9dio desses sensores cl\u00e1ssicos \u00e9 na faixa de 40%. Temos um diferencial porque analisamos o comportamento do campo el\u00e9trico. Ent\u00e3o quando a nuvem come\u00e7a a dar sinal de atividade el\u00e9trica, n\u00f3s j\u00e1 reconhecemos no padr\u00e3o do sinal que estamos registrando e a partir da\u00ed j\u00e1 damos um alerta que em 10 a 15 minutos ir\u00e1 cair raio, com uma precis\u00e3o de 80% extraoficialmente, mas um estudo mais sistem\u00e1tico deve aumentar esse percentual porque estamos acertando com muita frequ\u00eancia\u201d, exp\u00f5e o professor.<\/p>\n<p>Trabalhando em parceria com o Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos H\u00eddricos de Mato Grosso do Sul (CEMTEC\/MS), em registro recente de forte tempestade no m\u00eas de janeiro \u00faltimo o LAC conseguiu dar alerta dez minutos antes de cair o primeiro raio.<\/p>\n<p>\u201cEstamos tentando ter o maior n\u00famero de pessoas envolvidas no processo para que se capilarize mais\u201d, diz Moacir Lacerda.<\/p>\n<p>Cuidados<\/p>\n<p>Raios s\u00e3o a segunda causa de morte por acidente natural. O Brasil \u00e9 o pa\u00eds com maior registro de descargas el\u00e9tricas no mundo, sendo Campo Grande a capital brasileira campe\u00e3 nesses n\u00fameros, de acordo com levantamentos meteorol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>O primeiro cuidado para se prevenir \u00e9 olhar para o c\u00e9u, exp\u00f5e a acad\u00eamica Keissy. \u201cQuando se v\u00ea nuvens mais escuras deve-se ficar atento. \u00c9 preciso evitar ficar embaixo de \u00e1rvore, que \u00e9 uma ponta, mais alta, e atrai o raio, assim como n\u00e3o se deve andar em lugares planos sem prote\u00e7\u00e3o, sem constru\u00e7\u00f5es ao redor, porque nesses casos a pessoa se torna a ponta\u201d, explica.<\/p>\n<p>O raio cai por que a carga negativa precisa encontrar a positiva. \u201cA nuvem est\u00e1 com carga negativa e ela mesma induz carga no sentido oposto, no caso a positiva. Essa diferen\u00e7a de carga fica t\u00e3o intensa que a carga tem de descer ou subir. Existem raios com pouca e muita energia, o que pode determinar a sobrevida ou n\u00e3o da pessoa atingida\u201d, ensina Keissy.<\/p>\n<p>Fonte <a href=\"https:\/\/www.ufms.br\/projeto-dissemina-prevencao-aos-raios-em-campo-grande\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFMS<\/a><\/p>\n<p>Uma reportagem sobre o projeto foi ve\u00edculada tamb\u00e9m no Jornal Nacional e pode ser conferida <a href=\"https:\/\/infi.ufms.br\/2016\/11\/30\/pesquisadores-de-ms-criam-sensor-de-raios-com-leiteira-de-aluminio\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As constantes descargas el\u00e9tricas que encobrem Campo Grande, em especial nos dias de ver\u00e3o, sinalizam riscos que podem ser evitados com preven\u00e7\u00e3o a partir de avisos pr\u00e9vios do que h\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":651,"featured_media":587,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-586","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/586","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/651"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=586"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/586\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4006,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/586\/revisions\/4006"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=586"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/infi.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}